quinta-feira, 27 de abril de 2017

Educação Especial em Portugal é uma referência na Europa



Professores de vários países, que integram o projeto Erasmus vieram à Madeira a convite da Escola Secundária Ângelo Augusto da Silva. A parceria com seis escolas europeias para troca de experiências entre projetos educativos, com o objetivo de envolver mais os pais na comunidade educativa, ajuda a compreender melhor e a comparar sistemas educativos diferentes.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Problemáticas Juvenis 
Resultado de imagem para Problemáticas Juvenis

  Cada vez mais a evolução histórica do conceito juvenil, é importante para se poder compreender, a adolescência e a juventude que tanto no passado, bem como no presente, tem sido alvo de alerta em algumas situações que se desenvolvem, no seio das sociedades atuais, e em diversas áreas.
Relativamente à adolescência, é uma fase da vida em que existe muitas mudanças tanto físicas como psicológicas, e o indivíduo é levado a uma construção, e confusão de identidade o que produz uma perda de certas referências e uma confusão de conceitos que se traduzem na construção da sua personalidade e futuros projetos de vida. Muitas vezes podemos assistir a comportamentos com começo na falta de compreensão por parte familiar e também da sociedade, estes que ignoram alguns sinais de revolta ou pedidos de ajuda de alguns adolescentes que por fim se traduzem em atos de loucura que engloba também a violência.
Podemos definir adolescência como uma fase de crescer e desenvolver bem como a fase de aprendizagem, em relação à juventude podemos definir domo conotação mais sociológica refletindo dados da cultura em que está estabelecida.

Em relação ao enquadramento histórico, sempre existiram adolescentes em todos os países e em diversas culturas, e há muito tempo que existe uma preocupação sobre o tema, a primeira data que há registo data de 423 a.C. em que o tema foi retratado numa comédia de Aristófanes, mais recentemente a adolescência tem sido mais estudada por várias áreas que podem ir da ciência à sociologia, aspetos sociais e culturais, mas tudo isto mais apre fundado nos finais do século XIX e séculos XX e XXI, atualmente a U.E. apoia o investimento e mobilização dos adolescentes com o intuito de melhorar o empreendorismo, a participação cívica e o voluntariado.
       De acordo com as teorias de desenvolvimento de personalidade, e do chamado senso comum a adolescência, caracteriza-se como sendo um período onde começa a puberdade e diversas mudanças a nível físico e psicológico.
Esta reflexão tem por base retratar a situação vivida por uma adolescente que no início da sua adolescência desenvolveu distúrbios alimentares, a Bulimia Nervosa, com vista a adquirir segundo ela uma imagem melhor. Este problema, provoca o vómito depois da alimentação, para evitar o ganho de peso, e uma auto avaliação por parte de esta adolescente que quase a levava a uma Anorexia Nervosa tudo isto causado por um transtorno alimentar e a procura por uma imagem melhor que levou esta adolescente a recorrer a estas estratégias para perder peso excessivo, tudo isto pelo medo intenso de engordar mesmo já estando extremamente magra, onde os riscos clínicos são elevados e por vezes até podem levar á morte por desnutrição. No entanto embora para todos os que rodeavam a adolescente, esta já se encontrava excessivamente magra, a imagem que esta possui de si própria é de que continuava extremamente gorda, ou seja existiu uma obsessão extrema com o seu corpo. O grande número de casos como este está registado em vários adolescentes e por vezes por terem consciência dos seus direitos e consequentemente chamarem à atenção da sua existência, muitas vezes recorrem a estes métodos com vista a  chamar atenção dos pais, a colegas da mesma idade e de uma maneira mais abrangente chamar à atenção da sociedade, incluindo os professores. É nesta fase que também se encontram os problemas associados com o encarar do futuro, que via profissional escolher, o que desejam fazer da vida. No entanto a adolescência também é marcada por medos, tais como, o medo de não ser aceite pelos, outros, de não ter bom aspecto, de não ser interessante, de não ser capaz e sobretudo o medo de ser fraco psicologicamente ou pior que os outros. Se analisarmos a sociedade, verifica-mos que esta vive sobretudo da imagem, ora desta forma sabe-se que muitas vezes as crianças são criticadas por serem mais “gordinhas” do que outras. Este caso que retrato refere-se a isso mesmo, ou seja, é na fase de adolescência que existem estes medos e o recordar de alguns momentos difíceis da infância, e daí a preocupação de tornar a imagem do corpo mais agradável.
Existe também associados ao problema da magreza extrema, o facto de ser na adolescência que surgem as primeiras relações afetivas, procedidas de envolvimentos mais fugazes e que desta feita se revê em paixões vividas com mais intensidade e por vezes avassaladoras, que se traduz em momentos muito importantes na vida dos jovens bem como na busca excessiva pela perfeição, traduzindo-se em ansiedade e depressão.
       No caso dos pais por vezes é difícil compreender um adolescente tendo sendo os pais vivem presos a experiências do passado e o tempo que têm para investir nos seus é cada vez mais escasso sendo crucial que se organizem mais. Contudo neste caso este casal estavam bem salientes do que se estava a passar e conseguiram corrigir a tempo toda a situação que ponha em perigo tanto a saúde física bem como a saúde mental desta adolescente. O fim da adolescência desta pessoa foi marcado por uma fase normal com o fim do curso, a entrada no mercado de trabalho e saída de casa que veio com o casamento e a adolescente que se tornou adulta e fazer o que os seus pais fizeram formando a sua própria família.
 Não obstante, a grande maioria dos jovens de hoje, possuem bem noção e consciência dos seus direitos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Centros de formação, que pretendem aumentar a escolaridade dos adultos portugueses, passar-se-ão a chamar "Qualifica"
O Governo vai aumentar a oferta de centros de formação para adultos, passando dos atuais 240 para 300 dentro de dois anos, tendo como meta conseguir que metade da população ativa consiga concluir o ensino secundário.
Aumentar a escolaridade dos adultos que deixaram a escola antes do tempo é um projeto conjunto dos ministérios da Educação e do Trabalho e Solidariedade Social, que hoje apresentaram o novo programa destinado a aumentar o número de centros de formação e que mudaram de nome: agora chamam-se "Centro Qualifica".
"Portugal tem uma das populações ativas com menos qualificações", sublinhou o secretário de estado da Educação, João Costa, lembrando que existem três milhões de adultos que não concluíram o ensino secundário e que "não são apenas adultos em idade avançada, também existem muitos jovens adultos que, há 15 anos, deixaram a escola".
No início deste século, quase metade dos alunos abandonou a escola antes de concluir o 9.º ano e esses ex-estudantes são agora jovens adultos de "vinte e tal anos ou trinta e pouco", acrescentou.
É para todos os que não tiveram oportunidade de estudar que o executivo vai lançar em setembro um concurso para abrir, até ao final do ano, 30 Centros Qualifica e outros 32 em 2017.
O programa é para quem tem 18 ou mais anos, mas o secretário de estado sublinha que excecionalmente pode ser uma solução para os jovens que não se encontram a estudar nem a trabalhar.
Com o alargamento da rede, o projeto deverá conseguir atrair mais alunos, contrariando a tendência registada nos últimos anos.
"O que assistimos nos últimos anos foi um desinvestimento muito grande na educação e formação de adultos, quer pelo desmantelar de centros especializados nesta área, com uma redução de quase 50% dos centros, com lacunas na cobertura territorial, mas também com uma quebra muito grande de alunos que estão a participar em processos de aprendizagem ao longo da vida", lamentou João Costa.
No ano letivo de 2013/2014 havia menos 87% de adultos inscritos para ter equivalência ao ensino secundário em relação à situação registada cinco anos antes.
As equivalências de formação também diminuíram brutalmente: em 2010, conseguiram a equivalência ao ensino básico e secundário 106.053 pessoas, enquanto no ano passado foram apenas 2.662 pessoas.
"Queremos combater os baixos níveis de atividade que tiveram nos últimos anos", acrescentou o secretário de estado do Trabalho, Miguel Cabrita.
O executivo quer equipas permanentes e mudanças nas formações que vão ser uma fusão entre o reconhecimento e validação das competências que as pessoas foram adquirindo ao longo dos anos em complemento com a formação adequada às necessidades de cada aluno.
O secretário de estado da educação deu como exemplo um aluno que não terminou o secundário porque lhe faltava a disciplina de alemão poderá agora conseguir essa certificação, mas fazendo outros módulos.
Outra novidade destes centros é a criação de um "Passaporte Qualifica", onde fica registado todo o percurso do aluno, numa lógica de currículo.
A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) vai divulgar a rede de necessidades do país e lançar um concurso para quem quiser abrir um Centro Qualifica.
Segundo um estudo feito pela ANQEP à atual rede de centros, as zonas críticas são "o interior norte e o interior centro, onde a população não tem uma resposta", disse o presidente Gonçalo Xufre, acrescentando que existem ainda outras regiões do país "onde a cobertura não é a mais adequada, porque a distribuição não era a ideal ou zonas com uma densidade urbana onde não se conseguiu ter um centro".
Segundo João Costa, o país tem uma rede nacional de centros muito desequilibrada.
"Os atuais CQEP podem constituir-se em Centros Qualifica", sublinhou o secretário de estado Miguel Cabrita, indicando que o atual executivo "não quer cometer o erro do passado de desmantelar o que já existe e começar tudo do zero".
O novo concurso para os Centros Qualifica (18 meses, de janeiro de 2017 a junho de 2018) terá um financiamento de cerca de 50 milhões de euros.
http://www.dn.pt/sociedade/interior/numero-de-centros-de-formacao-para-adultos-vai-aumentar-5343158.html

domingo, 10 de julho de 2016

sábado, 18 de junho de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

António Guterres destaca “papel da educação como fundamental para Portugal”

António Guterres, ex-primeiro ministro, foi esta manhã doutorado 'honoris causa' pela Universidade de Coimbra, num dia que ficaria marcado na cidade dos estudantes pelos protestos com que pais e encarregados de educação dos colégios privados fizeram ouvir os seus protestos à entrada e à saída da cerimónia, com apupos direccionados para o primeiro-ministro, António Costa. 
Guterres não se quis intrometer na polémica mas enalteceu “o papel da educação como fundamental para Portugal”, segundo noticia a TSF.
O ex-alto comissário para os refugiados mostrou-se”agradado com a distinção e com tudo o que recebeu na vida”. Sobre a sua candidatura a secretário geral da ONU Guterres reconheceu que é “difícil” mas mostrou-se satisfeito com o facto de “não suscitar reacções negativas”.
O Presidente da República que também esteve presente na cerimónia enalteceu o espirito de Guterres e frisou que “foi o primeiro-ministro mais amado de Portgual quase nunca teve oposição”. Sobre as manifestações – três durante o fim de semana que visam o primeiro-ministro, Marcelo apelou ao “diálogo” e mostrou-se “esperançado num entendimento”:
Já Sandra Strech, porta-voz dos colégios privados de Coimbra, foi recebida pelo primeiro-ministro e anunciou ter recebido a indicação de que "o Governo vai analisar caso a caso a situação dos colégios".
http://economico.sapo.pt/noticias/antonio-guterres-destaca-papel-da-educacao-como-fundamental-para-portugal_250006.html

domingo, 1 de maio de 2016

Políticas e Problemáticas Educativas na Sociedade Contemporânea 


      Os conceitos de “mudança” e “transformação”, no meu ponto de vista, relacionam-se entre si de uma forma circular, uma vez que a mudança implica uma transformação e esta provoca uma mudança. Entende-se por mudança a modificação de um processo que altera os valores utilizando diferentes formas de inovação e diferentes estratégias. A mudança não pode ser gerida nem controlada devendo ser compreendida, mas pode ser orientada. Já a transformação é provocada através da mudança, já que esta é suportada pela flexibilidade sendo a causa e o efeito da inovação.        Desta forma a transformação permite comunicar a visão de mudança, consolidar os sucessos e produzir mais mudanças, mantendo por base os valores da sociedade contemporânea. Em suma, os conceitos de mudança e transformação, que muitas vezes são utilizados como sinónimos, apresentam-se de forma distinta quanto ao seu significado, no entanto a transformação será sempre uma consequência da mudança.
     As quatro mudanças evidentes da sociedade contemporânea passam por: o desenvolvimento da tecnologia (internet); o processo de globalização; a implementação de políticas ambientais; e multiculturalismo ou pluralismo.
     O desenvolvimento da tecnologia (internet) proporcionou uma nova forma de comunicar, e efetuar as mais diversas pesquisas, sejam estas de âmbito escolar ou pessoal. Atualmente é o meio mais utilizado na comunicação quer entre a população de diferentes faixas etárias e estratos sociais, bem como a nível político e organizacional.
     A mudança no processo de globalização, permitiu a internacionalização de bens e serviços, assim como, uma maior inovação a nível cientifico, económico, social e cultural.
     Por sua vez, o aquecimento global obrigou a mudanças e estratégias na conservação e proteção do planeta. Para tal criou-se políticas ambientais que passam pela utilização de energias renováveis, transformação e materiais com vista a reduzir o impacto ambiental.
    A existência de várias etnias e culturas pode provocar mudanças no conceito de cidadania, criando-se novas formas de integração dos grupos minoritários na sociedade.
     Em relação à internet esta revelou-se uma excelente ferramenta no mundo contemporâneo, pois tornou-se cada vez mais fácil manter-se atualizado sobre variados temas da sociedade em geral, ter notícias a nível global seguindo-as quase ao minuto, os trabalhos de pesquisa ficaram muito mais facilitados, pois com um simples clique somos “bombardeados” com uma mescla de informação, além de que a internet tornou-se importante na proximidade de etnias e culturas, reflexo de multiculturalismo ou pluralismo, bem como permitiu que as pessoas na sua própria casa possam gerir empresas, negócios, estimulando desta forma um tipo de trabalho em rede, sendo isto reflexo de uma verdadeira globalização.
    No que diz respeito à implementação de políticas ambientais produziu um efeito sociológico de preocupação com o ambiente e saúde pública derivado ao tema atual do aquecimento global, isto relacionado com as ações de sensibilização e campanhas governamentais sobre a implementação de políticas ambientais, consciencializando assim a população para a proteção do ambiente.
     Um exemplo de uma mudança social que provocou uma grande alteração no sistema educativo, foi sem dúvida o desenvolvimento das tecnologias da informação que criaram uma nova forma de conhecimento e consequentemente de aprendizagem. Este desenvolvimento permitiu uma “explosão” de conhecimentos e uma mais-valia no processo de aprendizagem como é o caso do e-Learning, (cultura de distância). A tecnologia favoreceu desta forma um sistema educacional para todos, independentemente da idade ou localização geográfica, permitindo um rápido acesso aos mais diversos conteúdos escolares, favorecendo assim uma maior rapidez na troca de informação. A relação entre professor e aluno também sofreu alterações, visto que o professor passa a ser visto de outra maneira deixando de parte a imagem de pessoa autoritária sendo considerado aquele que transmite conhecimento, orientando e motivando os alunos. Mas a Internet pode causar uma dependência extrema no que diz respeito ao campo escolar, pois os jovens perdem a capacidade de desenvolver o pensamento critico.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Conhecimento do Mundo Social e da Vida

O nosso futuro continua ainda uma incógnita, o que fazer o que pensar, como começar? Bem, começar até é fácil mas se for cada um por si nunca mais conseguimos alcançar a meta estipulada que é salvar o planeta por isso temos que mudar. A aplicação de um desenvolvimento sustentável permitirá ao país satisfazer as necessidades da geração, de forma a não comprometer as gerações futuras, com o intuito de utilizar os recursos da terra, preservando desta forma, as espécies e os habitats naturais. Para tal é necessário introduzir em cada país uma política ambiental, económica e social, através da implementação da Agenda 21. Não obstante, o desenvolvimento desta começou a 23 de Dezembro de 1989 com a aprovação das Nações Unidas, embora só tenha sido posta em prática em 1992, sendo um dos principais resultados da conferência ocorrida no Rio de Janeiro, Brasil, identificada como Eco-92, onde foi aprovado um documento que estabelece obrigações, ambientais, aos países lá representados. A introdução destas políticas permitiu uma reflexão sobre o estudo de soluções para os problemas sócio ambientais. Assim, cada país comprometeu-se em desenvolver a sua Agenda 21 tornando possível um maior planeamento das novas políticas ambientais. Desta forma a Agenda 21, permitirá a aplicação de uma política de qualidade provocando uma melhoria continua em vários tópicos, incluindo o Planeamento de Sistema de Sustentabilidade Local com recursos e atribuições de responsabilidades, elaboração de plano de ação, participação pública, revisão, aprovação e divulgação do plano de ação. Desta forma, cabe ao país proceder à Implementação do Plano de Ação que se divide em competências, formação, sensibilização dos recursos energéticos, comunicação e documentação. Verifica-se que é de grande importância caracterizar a Sustentabilidade Local com a aplicação dos seguintes métodos: monitorização do sistema e condições ambientais; aplicação de não conformidades, e como consequência a aplicação de ações corretivas e preventivas; aplicar a prática de auditorias internas, que possam permitir uma revisão dos Sistemas de Sustentabilidade Local, voltando ao princípio de que o país deverá aplicar uma melhoria contínua, estabelecendo uma política de qualidade ambiental. 

terça-feira, 5 de abril de 2016

Portugal vai testar projeto de educação 

lúdica


Um grupo de investigadores portugueses está a ajudar a desenvolver uma plataforma que pretende educar os alunos através de jogos didáticos. Em Portugal, os testes arrancam em 2017.
O projeto BEACONING, que significa “derrubar barreiras educativas através de uma aprendizagem contextualizada, pervasiva e com base em jogos”, tem como premissa ensinar os jovens com recurso a jogos pedagógicos que possam ser usados nas salas de aula.
O projeto, avaliado em 5,9 milhões de euros, conta com o apoio de 15 organizações de nove países, sendo o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) o único parceiro português. O instituto agrupa vários docentes da Universidade do Porto (UP), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e Universidade Aberta (UAb).
O projeto, que conseguiu financiamento através do plano Horizonte 2020 da Comissão Europeia, pretende afirmar-se como um complemento educativo acessível a todos os alunos e professores. António Coelho, investigador do INESC TEC diz que “a ideia é que todos os estudantes, quer tenham algum tipo de necessidade especial ou não, possam usar este jogo e aprender com ele”.
Segundo o investigador, a facilidade na criação dos jogos é um dos trunfos da plataforma. “A ideia é que o professor, com os conhecimentos que tem da matéria, possa gerar esses jogos de forma automática e que estes sejam adaptativos ao local onde são jogados”, explicou ao JPN.
No decorrer do próximo ano, a plataforma vai ser testada em grande escala na Grécia, Turquia, França, Israel e Roménia. Para Portugal, bem como para outros países europeus, estão planeados alguns testes-piloto em menor escala. No entanto, as escolas que vão receber o projeto ainda estão por designar. Para António Coelho, a integração da plataforma nas escolas será fácil, uma vez que “este sistema se pode integrar nos sistemas de gestão de aprendizagem que já existem nas escolas”.
O projeto BEACONING arrancou em janeiro e terá uma duração de três anos. A coordenação entre as organizações envolvidas está a cargo da Coventry University, do Reino Unido.

Artigo editado por Filipa Silva
http://jpn.up.pt/2016/03/31/portugal-vai-testar-projeto-educacao-ludica/

domingo, 6 de março de 2016

Governo quer alunos até ao 9.º ano o dia inteiro na escola


Alargar a escola a tempo inteiro é objetivo para os próximos quatro anos. Pais aplaudem, mas exigem atividades de qualidade
Oferecer aulas de música, teatro ou desporto que mantenham os alunos de todo o ensino básico (até ao 9.º ano) na escola entre as 08.30 e as 19.30 é o objetivo do governo para os próximos quatro anos. O alargamento da escola a tempo inteiro - que já existe no 1.º ciclo - até aos 15 anos é uma medida que os pais, diretores de escolas e especialistas em educação aplaudem. Mas alertam para a necessidade de garantir uma ocupação do tempo de qualidade.
A medida consta do programa de governo do PS e das Grandes Opções do Plano para a legislatura de 2016-2019. Onde o governo escreve que quer levar a cabo a "generalização da Escola a Tempo Inteiro em todo o ensino básico" e se propõe a rever os currículos e a reduzir a "carga disciplinar excessiva dos alunos".
O alargamento das horas que os alunos podem passar na escola torna também mais compatível os seus horários com os dos pais. Assim, defende o documento do programa de governo, que considera importante que "o sistema público assegure uma resposta para os pais cujos horários de trabalho não se compadecem com a permanência na escola apenas durante uma parte do dia".
Mais professores e técnicos
Como esta oferta vai funcionar é que ainda não se sabe. Para já, o Ministério da Educação apenas refere que ainda não começou a negociar este tema. Já que é certo que o alargamento das atividades extracurriculares (AEC) a todos os alunos do ensino básico - cerca de 878 mil alunos, entre o 1.º e o 9.º anos - tem de ser negociada porque vai ser necessário contratar funcionários, professores ou técnicos e até convencer as autarquias a entrarem nesta oferta, à semelhança do que acontece no 1.º ciclo.
O que naturalmente se reflete num esforço financeiro que ainda não está calculado. A título de exemplo a aplicação da escola a tempo inteiro no primeiro ciclo pela ministra Maria de Lurdes Rodrigues, em 2006, representou um investimento na ordem dos 100 milhões de euros. Agora, a ex-ministra admite que os pais podem ser chamados a colaborar neste esforço financeiro.
Uma ideia que a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) rejeita à partida. "Se é uma resposta pública no âmbito do processo educativo deve ser gratuito. A pagar as famílias já têm resposta, não precisam de mais uma", aponta Jorge Ascenção. O presidente da Confap lembra que este alargamento não deve começar como o do 1.º ciclo que depende do esforço das famílias. "Essa não deve ser a solução, nem o princípio de aplicação da medida."
Mas se a questão do financiamento por parte das famílias não agrada, o mesmo não se pode dizer do programa no seu todo. "Alargar o horário das escolas parece-nos bem, mas não basta apenas isso, é preciso ter uma resposta que seja social, mas também educativa no sentido de investir noutras áreas que não apenas o estudo", defende o representante dos pais.
As escolas também estão a favor do alargamento do horário. No entanto, alertam que para fazer isso com resultados o Estado "vai ter de abrir os cordões à bolsa", aponta Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep). Este responsável acredita que as câmaras municipais também vão ser chamadas a integrar esta reposta.
Mais tempo a fazer o quê?
A repetir-se o modelo do 1.º ciclo, o objetivo é que os alunos até aos 15 anos possam frequentar, em regime facultativo, 10 horas semanais de AEC. No entanto, "a escola não pode dar mais do mesmo, se não isso não é escola a tempo inteiro. É preciso dar recursos e alterar substancialmente a forma como a escola atual funciona", reconhece Manuel Pereira, diretor e presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).
A mesma opinião tem Jorge Ascenção que considera que para se oferecer artes, desporto ou música aos jovens é preciso "alterar o status quo da escola que neste momento está centrada nas disciplinas curriculares". "Os pais preocupam-se onde deixar as crianças enquanto trabalham, mas também querem que quem cuida delas o faça com qualidade".
É isso que sublinham os especialistas José Verdasca e José Morgado. O primeiro, ex-diretor regional do Alentejo e professor na Universidade de Évora, acredita que as AECs em todo o básico poderiam ajudar "a descobrir os artistas, os desportistas, os matemáticos e os poetas. Criando uma oportunidade de fomentar o sucesso educativo e não apenas escolar". Já o psicólogo educacional, José Morgado, aponta que os alunos não precisam de mais horas em formato de aulas. "É preciso educação a tempo inteiro, mas não é preciso escola a tempo inteiro."

http://www.dn.pt/portugal/interior/governo-quer-alunos-ate-ao-9o-ano-o-dia-inteiro-na-escola-5022293.html

Inclusão social

                        Inclusão social  nclusão social  é o conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da  vida  em  ...